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A Uber esgotou o orçamento anual de AI em 4 meses

Orçamento de AI a disparar exponencialmente — o caso da Uber.

A Uber esgotou o orçamento anual de inteligência artificial em apenas quatro meses. Foi o próprio CTO, Praveen Neppalli Naga, que o confirmou esta semana: o uso interno de ferramentas como o Claude Code e o Cursor cresceu muito para além do que as finanças tinham projectado, ao ponto de obrigar a empresa a renegociar orçamentos a meio do ano.

Os números

Os números ajudam a perceber a dimensão do que está a acontecer. Noventa e cinco por cento dos engenheiros usam ferramentas de AI todos os meses, setenta por cento do código que entra em produção já tem origem em AI, e onze por cento das actualizações ao backend são escritas por agentes autónomos — com um custo que ronda os 500 a 2.000 dólares por engenheiro por mês. Quando uma empresa desta dimensão começa a reorganizar orçamentos inteiros à volta da AI, é sinal de que algo mudou de forma estrutural, e não passageira.

O que muda para as PMEs em Portugal

O que me parece mais interessante, no entanto, é o que isto significa do lado de cá. Em Portugal, onde a esmagadora maioria das empresas são PMEs, o potencial de impacto é provavelmente ainda maior do que numa multinacional. Há menos legacy a arrastar, menos camadas de burocracia, e uma equipa pequena consegue adoptar uma ferramenta e sentir a diferença em poucas semanas — algo que numa estrutura gigante pode demorar anos.

Por isso a questão já não é se a AI vai chegar ao tecido empresarial, porque isso está decidido. A questão real, e bem mais útil, é perceber o que faz sentido para cada negócio em concreto: onde é que ela resolve um problema verdadeiro, e onde é apenas ruído a seguir uma moda.

AIPMEPortugal

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