Maresia
Maresia é o nome que o português dá ao que o mar deixa no ar — o sal, a humidade, o cheiro a oceano antes de o conseguires ver. Esta identidade começa exactamente aí: no ar. E depois desce.
Tudo o que a marca diz acima da linha, sustenta-o abaixo dela.
A cor do gesto.
A Espuma é o que acontece quando a água é tocada. Na identidade, vive nos momentos de interacção — o hover, o realce, a resposta. Nunca é fundo; é sempre acontecimento. Usa-se pouco, e por isso vê-se sempre.
A cor de trabalho.
O Oceano é onde a marca age: links, acções, a voz activa. É a profundidade onde ainda chega luz — legível, presente, sem esforço.
A cor que sustenta.
O Profundo carrega o peso: fundos, blocos, estrutura. É a gravidade da paleta — tudo o que flutua, flutua por causa dele.
A cor do peso.
Onde a luz desiste, fica o Abismo: o texto, o silêncio, a autoridade. É a cor que não precisa de se mexer para ser ouvida.
- Fala pouco.
- Não grita.
- Sabe a que profundidade está.